Uma adaptação que acerta no romance, conquista pelos personagens e deixa vontade de conhecer ainda mais desse universo.
Estreou hoje, 6 de novembro, no Prime Video, Campus Drivers, adaptação da série de livros de C. S. Quill. Com seis episódios disponíveis, a produção chega trazendo uma história de romance universitário, amizades, conflitos pessoais e, principalmente, encontros que podem mudar completamente o rumo da vida de alguém.
O enrendo acompanha Loïs (interpretada por Carmen Kassovitz), uma jovem que chega à Universidade de Belrose com planos ao lado do namorado Max (Enzo Lorente). Após uma reviravolta amorosa e ficar sem teto, ela acaba indo morar com Lane O’Neill (Baptiste Masseline), o misterioso e carismático criador do Campus Drivers, um aplicativo de caronas exclusivo para estudantes.

Uma das coisas que mais gostei na adaptação foi a liberdade de fazer algumas alterações, tanto na história quanto na construção dos personagens. São mudanças que funcionam bem dentro da proposta da série e mostram que adaptar uma obra não significa necessariamente reproduzir cada detalhe dos livros, mas encontrar uma maneira própria de contar aquela história.
O relacionamento entre Loïs e Lane foi, sem dúvidas, um dos meus pontos favoritos. Gostei bastante da química dos protagonistas e, principalmente, da maneira como o relacionamento vai sendo construído ao longo dos episódios. Existe um desenvolvimento interessante entre os dois, que permite acompanhar suas vulnerabilidades, seus conflitos e a forma como um começa a transformar a vida do outro. É aquele tipo de romance que faz a gente torcer pelo casal e querer passar mais tempo acompanhando sua trajetória.
Outro destaque fica por conta dos personagens secundários. Adorei a dinâmica do grupo, as personalidades e a maneira como eles contribuem para deixar o universo universitário mais interessante. Porém, senti falta de um desenvolvimento maior para alguns deles. Em determinados momentos, parece que conhecemos apenas uma pequena parte de suas histórias. Acredito que essa seja uma escolha proposital, deixando espaço para que esses personagens ganhem mais profundidade e protagonismo em possíveis próximas temporadas.

E aqui vai uma das minhas principais ressalvas: seis episódios são muito pouco! A temporada passa tão rápido que, quando começamos a nos envolver de verdade com aquele universo, já estamos chegando ao final. Acredito que dez episódios dariam mais espaço para desenvolver os relacionamentos, aprofundar os personagens secundários e explorar melhor algumas situações da trama.
Visualmente, a série também merece elogios. Os cenários são incríveis e ajudam a construir toda aquela atmosfera universitária que combina perfeitamente com a história. A trilha sonora é outro acerto, trazendo personalidade para os momentos mais importantes e contribuindo para a experiência emocional da narrativa.
No fim, Campus Drivers foi uma surpresa muito agradável. É uma adaptação que entende o que torna essa história especial, apresenta boas mudanças e consegue entregar um romance envolvente, personagens carismáticos e um universo que tem muito potencial para continuar sendo explorado.
Terminei a temporada com aquela sensação de que ainda tinha muita coisa para conhecer. Gostei dos protagonistas, me apeguei ao grupo de amigos e fiquei com vontade de passar mais tempo naquele universo. Agora, só espero que a série tenha a oportunidade de continuar e dar aos seus personagens o espaço que merecem.
Minha torcida já está por uma segunda temporada!

