Quando o planeta é quase destruído e o que sobra é uma Terra devastada, com poucos recursos naturais, comida escassa e oxigênio limitado, como as pessoas irão viver e conviver nessa situação? Ainda mais sabendo que em alguns lugares tudo pode piorar. É isso que o filme Destruição Final 2 (Greenland 2: Migration) tenta nos mostrar.

A história acompanha a jornada da família Garrity após os acontecimentos do primeiro filme Destruição Final. A família é composta por John (Gerard Butler), sua esposa Allison (Morena Baccarin) e Nathan (Roger Dale Floyd), filho do casal. Eles vivem em um bunker na Groenlândia e precisam deixar o local devido aos efeitos climáticos causados pela queda do cometa ocorrida no filme anterior.
A jornada deles será até o sul da França, local onde o cometa caiu, pois uma cientista acredita que ali pode acontecer um tipo de renascimento do planeta Terra. Segundo ela, a região possui oxigênio, água, florestas e tudo o que seria necessário para o ressurgimento da humanidade, como aconteceu na pré-história.

O filme é dirigido por Ric Roman Waugh, que também comandou o primeiro Destruição Final, e o roteiro é assinado por Chris Sparling e Mitchell LaFortune. Apesar de contar com a mesma equipe criativa, a sequência não consegue repetir o impacto emocional e o senso de urgência do original, optando por uma abordagem mais contida e focada na sobrevivência, o que acaba limitando o potencial da proposta.
Durante essa jornada, os personagens encontram tudo de bom e de ruim que nós, humanos, somos capazes de fazer para sobreviver em um ambiente hostil, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo. Há situações como uma guerra civil, onde o mais forte leva vantagem sobre o mais fraco, mesmo que para isso precise matar.
O maior problema desse longa-metragem é a narrativa, que deixa de lado essa reflexão e foca apenas em uma história de sobrevivência extrema. Surgem novos personagens, alguns se tornam aliados, outros ameaças, porém o roteiro não se aprofunda neles. Esses personagens acabam sendo rasos e desaparecem sem fazer falta, transformando essas partes em momentos descartáveis.

Outro ponto negativo é que o filme tem poucos momentos de cenas de catástrofe, diferente do primeiro. Este é mais focado em diálogos e longas caminhadas, com textos na maior parte do tempo monótonos e previsíveis.
Se você espera um filme de destruição, provavelmente irá se decepcionar. Porém, se curte um tema de sobrevivência com roteiro simples, no estilo Sessão da Tarde, pode até gostar.

