O filme parece uma homenagem ao cinema de Quentin Tarantino.

Eles Vão Te Matar é aquele tipo de filme que não esconde suas referências e nem tenta ser algo além do que propõe. Repleto de clichês, o longa abraça isso sem medo e transforma essa familiaridade em parte do seu charme, criando uma experiência envolvente e extremamente divertida.
Uma jovem aceita um emprego como governanta em um luxuoso arranha-céu em Nova York, sem saber que o local esconde um passado sombrio de desaparecimentos. Ao chegar, descobre que o prédio, conhecido como Virgil, é o esconderijo de um culto demoníaco e precisa sobreviver a uma noite de violência e caos para não se tornar a próxima vítima.
A mistura de gêneros funciona muito bem, equilibrando terror, ação e comédia com um humor ácido e exagero proposital. O filme é rápido, caótico e cheio de cenas intensas, ideal pra quem curte algo mais “insano”.
As influências são claras. Há muito de Casamento Sangrento na proposta e de Kill Bill na estilização da violência, remetendo diretamente ao estilo de Quentin Tarantino.
Sob a direção de Timo Tjahjanto, o longa se destaca pela execução técnica, com cenas muito bem coreografadas, planos-sequência estilosos, zooms marcantes e momentos em câmera lenta que elevam a ação.
A trilha sonora acompanha perfeitamente esse ritmo acelerado, misturando batidas intensas com músicas marcantes que reforçam o clima caótico e estilizado do filme, ajudando a construir tensão e também a dar personalidade às cenas de ação.

O longa conta com o elenco de Zazie Beetz, Tom Felton, Patricia Arquette e Heather Graham. Zazie é o grande destaque, entregando uma protagonista forte e carismática, finalmente com o papel que merecia.
Produzido pela New Line Cinema, sob o selo da Nocturna, dos irmãos Andy Muschietti e Barbara Muschietti, o filme reforça essa identidade moderna dentro do terrir.
No fim, Eles Vão Te Matar pode não reinventar o gênero, mas entrega exatamente o que promete: estilo, intensidade e uma experiência divertida do início ao fim.

