Pega Essa Dica – Anatomia do Caos

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Com estreia nacional marcada para o dia 2 de Julho, chega aos cinemas brasileiros Anatomia do Caos, dirigido por Dandara Ferreira.

Acompanhamos por cenas tanto de bastidores quanto as transmissões jornalísticas e da TV Senado, os bastidores da CPI da Covid-19. Com um ritmo de cenas que já nos coloca a par de como o documentário vai se desenrolar desde a primeira cena, o fluxo de cenas e informações são transmitidos sem narração em off, o que faz falta pra quem não é antenado nas figuras de eleitorado que aparecem pra defesas, acusações e lamentações.
Com um narração a nível documentários da Pietra Costa a narrativa seria mais fluída para explicar nomes e pormenores de onde estaríamos também nas datas e tempos mais destacável dos julgamentos.

Portanto como já dito, o ritmo nos coloca a par das situações que todos passamos e testemunhamos nesses períodos e quem pode ser colocado como culpados do caos daqueles fatídicos dias, como reparei em três atos.
Primeiro, o tratamento precoce, com uso de medicamentos indicados por “profissionais da saúde” como a hidroxocloroquina sendo o mais indicado e hospitais distribuindo pacotes do chamado Kit Covid, com remédios que seriam tomados para uma prevenção sem a mínima comprovação cientifica.


Segundo, a negação para a compra de vacinas, pelo governo estar querendo negociar valores e pedindo comprovações de eficácia para empresas X contra empresas Y, a demora se estendeu em debates em que os fundamentosse tornaram guerra política e palanque de convicções estapafúrdias.


Terceiro, os escândalos de corrupção na compra das vacinas, cilindros de oxigênio e hospitais sem verba para tratamento dos enfermos, nos dão o panorama real do caos que algumas cidades sofreram, aqui no documentário com foco no estado do Amazonas.

Anatomia do Caos é uma denúncia da incompetência dos governantes da época da pandemia de Covid-19, com a única falha ser a falta de uma narração para nos apresentar melhor quem é quem no desenrolar dos debates e datas, que aqui são substituídos por textos para não nos fazer ficar de todo perdidos em quem é quem, já que muitos se encontram de máscaras ou aparecem em tom de deboche ou seriedade, o caos que hoje levou o cinema a algumas risadas seria de toma mais sério e urgente sendo narrado, já que se colocando como um filme político em uma época de meses pré-eleições, o publico daria mais importância aos debates e corrupções ali que podem voltar a acontecer diante dos nossos olhos novamente.