Pega Essa Dica – A Morte de Robin Hood

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Poderia ser muito bom.

O longa está longe de ser o filme de aventura e ação que o público está acostumado a ver quando o assunto é Robin Hood. Esqueça as grandes batalhas, os roubos ousados e o herói carismático que enfrenta o xerife de Nottingham. Aqui, Michael Sarnoski, que também assina o roteiro, opta por transformar a lenda em um drama intimista sobre culpa, arrependimento e redenção.

A proposta é interessante e até corajosa. Hugh Jackman entrega uma atuação madura e convincente, transmitindo o peso de um homem marcado pelas escolhas que fez ao longo da vida. A fotografia é um dos grandes destaques do longa, com cenários belíssimos que ajudam a construir sua atmosfera melancólica. No entanto, nem mesmo a qualidade técnica consegue sustentar o ritmo da narrativa.

O maior problema está justamente no desenvolvimento da história. O filme avança de forma extremamente lenta, priorizando longos momentos de contemplação e reflexão. Em vez de prender a atenção, essa escolha acaba tornando a experiência cansativa, chegando ao ponto de dar vontade de desistir antes do fim. A sensação é de que a história poderia ser muito mais impactante se fosse mais objetiva.

Outro ponto que me incomodou foi o pouco aproveitamento de Jodie Comer. A atriz entrega uma boa atuação, mas sua personagem poderia ter sido muito mais explorada, aumentando o peso emocional da trama. O mesmo vale para Bill Skarsgård, que também tem talento de sobra, mas acaba limitado pelo roteiro.

A recepção da crítica foi positiva, mas longe de ser unânime. Muitos elogiaram a atuação de Hugh Jackman, a direção e o roteiro de Michael Sarnoski, além da fotografia e da proposta de apresentar uma versão mais humana e melancólica do lendário fora da lei. Por outro lado, boa parte das críticas destacou justamente o ritmo arrastado e o desenvolvimento irregular de alguns personagens.

No fim, A Morte de Robin Hood certamente encontrará seu público, principalmente entre quem aprecia dramas contemplativos. Porém, quem espera uma nova aventura do lendário arqueiro, repleta de ação, combates e grandes emoções, provavelmente sairá decepcionado.

Para mim, a proposta não funcionou. A Morte de Robin Hood tinha potencial para ser muito melhor, mas acaba se tornando um filme esquecível. Além de apostar em um ritmo excessivamente lento, chega aos cinemas em um momento dominado por grandes produções que estão atraindo a atenção do público. Diante desse cenário, acredito que terá dificuldades para conquistar um grande público. Talvez muitos espectadores comprem o ingresso pela presença de Hugh Jackman, nosso eterno Wolverine, mas dificilmente isso será suficiente para transformar o longa em um grande sucesso.