Com estréia marcada para o dia 24 de Junho, chega aos cinemas Apenas Coisas Boas.
Dirigido por Daniel Nolasco, o filme traz a temática LGBTQIPNA+ ja estreando um pouco tarde no mês do orgulho.
No longa acompanhamos a história de um casal formado por Antônio (Lucas Drummond) e Marcelo (Liev Carlos).
Vemos do começo do romance na decada de 1970, e com um corte na metade do filme, um salto para os dias atuais, nos coloca a par do que pode ter acontecido entre um dia específico e o que ele significou para os dois.

Sem muitos diálogos, a primeira metade explora muito bem a cinematografia dos campos abertos de pasto na região de Goiás, que sendo outro ponto que o filme nos põe, o preconceito em lugares remotos em uma década que não favorecia e nem tinha leis para proteção para pessoas LGBTQIPNA+.
Infelizmente uso o trocadilho de “Apenas Coisas Boas” acontecem nesse contexto de exploração de cinematografia e reflexão sobre a homossexualidade em tempos e lugares remotos.
A narrativa se arrasta sem diálogos e com muitas cenas de sexo explícito que não nos deixa empenhados nos acontecimentos vindouros.

Tanto que na metade do filme um final ja seria ótimo para uma nota regular, porém com uma nova época, cidade, personagens e Antonio agora mais velho (Fernando Libonati), os diálogos ainda mal distribuídos e falados no piloto automático não pesam na trama que ja arrastada insiste em colocar mais cenas de sexo explícito por longas tomadas únicas.
A cinematografia ja não trabalha mais nessa metade dos tempos atuais, a apatia se faz presente em quase todos os personagens, destaque apenas para Renata Carvalho que tenta colocar um pouco de humor e carisma nas cenas, sendo a empregada do apartamento de Antônio, em suas raras cenas consegue nos arrancar um sorriso sincero e esquecer a ja enfadonha história mal resolvida de um desaparecido Marcelo e um apático Antonio.

Apenas Coisas Boas tem um bom material para ser trabalhado, mas jogou fora a oportunidade de se destacar com atuações mais dignas e um roteiro mais condizente com a atual realidade de casais já esgotados pelo tempo e pela tolerância um do outro.

