Prometeu tudo e não entregou nada, sendo um dos piores da franquia.
Esse é o sétimo filme da franquia Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros, de 1993.
A história se passa cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, onde agentes “secretos” viajam para uma instalação abandonada em uma ilha para obter DNA de dinossauros que podem salvar vidas. Porém, tudo começa a dar errado quando eles logo fazem uma descoberta sinistra e chocante que tem sido escondida do mundo por décadas na nova ilha.

Com o título de “Recomeço”, que ficou só no título mesmo, o sétimo capítulo da icônica franquia dos dinossauros de Steven Spielberg parece tudo, menos um novo começo. Jurassic World: Recomeço decepciona ao repetir fórmulas desgastadas, entregando um roteiro fraco, previsível, burro e repetitivo, sem ousadia ou inovação.
O foco do filme está quase todo no drama dos humanos — personagens com empatia, cujas histórias pessoais não cativam e não têm desenvolvimento. Há até uma tentativa de romance que simplesmente não acontece nunca, e uma amizade entre uma menina e um pequeno dinossauro, que até parece fofa, apesar de forçada, só porque tem uma criança no elenco e ela tem que ter um enredo. Resultado: esquecem completamente dos verdadeiros protagonistas — os dinossauros. E aqui ainda tinham uma chance de mostrar dinossauros mais fortes, agressivos e modificados geneticamente, já que a ilha fazia isso com eles. Mostrou um ou outro, porém sem foco algum.

A cena inicial do filme, além de ser repetitiva (igual à do filme Godzilla, de 2014), é uma das piores aberturas, além de mal feita.
O longa pode até ter uma ótima estética, visuais deslumbrantes, porém queremos ver as criaturas, que aqui foram pouco aproveitadas. Nem no filme anterior (Domínio) eles pecaram tanto assim.
Fora que o filme é feito de merchandising descaradamente.
Aqui, as criaturas tão aguardadas demoram a aparecer e, quando surgem, muitas vezes são mal aproveitadas, em cenas escuras e sem muito impacto. Aliás, uma cena apenas é boa com os dinossauros — e nem é com o elenco principal. E novamente, o que deveria ser um espetáculo visual e de ação e terror, como prometeram ser mais aterrorizante que os anteriores, se perde em tramas humanas que ninguém pediu.
O elenco, apesar de tecnicamente forte, carece de carisma. Scarlett Johansson entrega até que um papel legal, porém ela é uma ex-agente militar/secreta e não sabe dar um tiro, não acerta um dinossauro. Mahershala Ali tenta assumir o papel de Chris Pratt, porém não tem roteiro, não tem desenvolvimento do personagem — além do mais, é muito forçado. Até uma cena do filme Jurassic World, de 2015, é praticamente refeita aqui.
O design de produção é bonito em alguns momentos, mas nada que salve a experiência no geral.
No fim, Jurassic World: Recomeço falha em entregar tanto a emoção quanto a nostalgia da franquia original. É mais um capítulo esquecível, que parece ter esquecido o que fez o público se apaixonar por Jurassic Park em primeiro lugar: os dinossauros.

