Tinha tudo para ser bom.
Terror em Shelby Oaks começa com uma atmosfera instigante, lembrando o suspense crescente e o tom misterioso de Contatos Imediatos do Terceiro Grau. O início prende a atenção com uma tensão sutil e uma promessa de algo grandioso, apostando em um terror psicológico que remete a A Bruxa ,mais sugerido do que mostrado, mais sensorial do que explícito.
No entanto, à medida que a trama avança, o filme se perde em sua própria ambição. São muitos elementos jogados na tela, teorias conspiratórias, traumas, desaparecimentos e o sobrenatural . Mas poucos realmente se conectam ou são explicados de forma satisfatória. A narrativa, que começa sólida e envolvente, acaba se tornando confusa e fragmentada, deixando o espectador com mais perguntas do que respostas (e não de um jeito proposital).

A história acompanha uma equipe de investigadores paranormais dos anos 2000, conhecidos como The Paranormal Paranoids, que desaparecem misteriosamente. Anos depois, a irmã de um dos membros decide investigar por conta própria e acaba mergulhando em um terror sem fim.

Apesar das boas intenções e de um visual bem trabalhado, Terror em Shelby Oaks é um exemplo de como o excesso pode prejudicar uma boa ideia. Há bons sustos, momentos de tensão e curiosidade genuína sobre o que está acontecendo, mas quando tudo finalmente se revela, o resultado é caótico e um tanto decepcionante.
Fica a sensação de que havia um ótimo filme ali , mas ele se perdeu no meio do próprio mistério.

