Tivemos acesso aos dois primeiros episódios de Film Club, nova série protagonizada por Aimee Lou Wood, reconhecida pelo papel de Aimee em Sex Education.

A trama acompanha Evie e Noa, melhores amigos desde a universidade, onde criaram um cineclube semanal que permanece até hoje. Atualmente, quase sempre são só os dois: uma dupla doce, gentil e incrivelmente divertida, que veste fantasias temáticas todas as sextas-feiras à noite, depois que Noa encerra o expediente como advogado de família. Esses encontros agora acontecem na garagem da mãe de Evie, já que ela não consegue sair de casa desde um “problema” ocorrido seis meses antes algo que a série revela aos poucos ao longo dos seis episódios.
Evie transforma a garagem a cada semana, recriando cenários dos filmes exibidos: papel alumínio, tubos e plástico bolha para Alien; flores gigantes e pirulitos para O Mágico de Oz. É um mundo à parte um casulo, um refúgio e também uma possível armadilha emocional.

Tudo muda quando Noa recebe uma oferta de emprego em Bristol e precisa aceitá-la. É a primeira vez que a amizade deles será realmente testada pela distância, enquanto a agorafobia de Evie se torna ainda mais sufocante. E, como era de se esperar, quaisquer sentimentos não ditos existam ou não começam a ganhar espaço.
Film Club se insere na crescente subcategoria das comédias que abordam saúde mental, mas adota um tom particular: suave, atento e emocionalmente cuidadoso, sem perder a certeza do que quer contar. É nítido que o roteiro foi escrito por pessoas que conhecem bem seus próprios pontos fortes. O elenco, por sua vez, é impecável.
A série poderia se beneficiar de um pouco mais de energia e um pouco menos de extravagância estética, mas isso não diminui seu impacto. É uma obra sensível e segura, e mais uma prova de que o talento e o currículo de Aimee Lou Wood continuam em ascensão.

