Pega Essa Dica – Pequenas Criaturas

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Com estreia marcada para o dia 23 de Julho, chega aos cinemas nacionais Pequenas Criaturas, roteirizado e dirigido por Anne Pinheiro Guimarães. Acompanhamos no longa a história de Helena (Carolina Dieckmann), e seus dois filhos, o adolescente André (Théo Medon) e o caçula e carismático Dudu (Lorenzo Mello), recém chegados na cidade de Brasília no ano de 1986.

O filme se inicia no estacionamento do aerorporto com a despedida do marido de Helena para uma viagem de trabalho, sem nada pré-estabelecido da vida passada familiar, deixando-a então a mercê da nova cidade e da vizinhança, Helena começa uma jornada de auto-descoberta tanto para com a vida solitária como para a criação dos filhos.

Em devidos momentos distintos somos apresentados à vizinha Angela (Letícia Sabatella), que em suas raras aparições consegue marcar presença em querer o bem e a harmonia da vizinhança. Em outros momentos Helena se depara com Carlos (Caco Ciocler) que está de passagem pela cidade e insiste em uma amizade que permeia a descoberta de um novo amor.
Os filhos André e Dudu tem seus arcos no roteiro também, com o mais velho tendo que lidar com os garotos folgados do bairro e vendo surgir a chama do primeiro amor com a vizinha filha de Angela.


Ja o mais novo Dudu, vagueia pela cidade sendo acolhido por uns e ignorado por outros, porém o carisma dele em lidar com estranhos com a inocência de uka criança curiosa de 8 anos arranca sorrisos da platéia toda vez que ele se faz presente.

Outro ponto alto do filme é a cinematografia, Brasília é tanto futurista para os personagens quanto parada no tempo para o filme, dando para ter tomadas de vários ângulos em cenas externas quanto nos colocar na década de 1980 nos pequenos detalhes de objetos cotidianos que já não existem mais. Os carros da época, os prédios dos apartamentos, o figurino e objetos da casa todos nos fazem viajar no tempo.

Pequenas Criaturas se coloca como um excelente filme que mistura drama, comédia, suspense em toda a forma que o cinema nacional tem a nos oferecer, sem cair em estereótipos de gênero e nem de classes, é um filme que assim como a vida, apenas flui em seus dias em que testemunhamos a vida desses personagens perdidos tentando se encontrar e se reconectar.