Pega Essa Dica – A Maravilhosa Árvore Encantada

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Que carinho de filme.

A MARAVILHOSA ÁRVORE ENCANTADA é daqueles longas que chegam com uma história aparentemente simples, mas que encontram um lugar muito especial no coração.

O roteiro acerta justamente por não tratar a infância apenas como pano de fundo. Ele entende que imaginar também é uma forma de crescer. Em meio a celulares, excesso de estímulos e uma rotina cada vez mais conectada, o filme lembra que criança precisa correr, brincar, inventar mundos e viver aventuras que não cabem dentro de uma tela.

A fotografia é maravilhosa, criando uma atmosfera que mistura o cotidiano com a fantasia de maneira muito delicada. A direção de arte e os cenários fazem a gente querer atravessar aquela árvore junto com as crianças.

E a trilha sonora é um espetáculo à parte. Ela acompanha cada descoberta, cada aventura e, principalmente, os momentos mais emocionais sem tentar forçar a lágrima embora seja praticamente impossível sair ileso.

O roteiro também tem um mérito enorme: fala com as crianças sem deixar os adultos de fora. Enquanto os pequenos embarcam na fantasia, os adultos recebem uma reflexão muito bonita sobre família, presença, tempo e sobre como, às vezes, estamos tão preocupados em registrar a vida que esquecemos de vivê-la.

E eu chorei. Chorei muito.

Porque, no fim, não é apenas sobre uma árvore mágica. É sobre recuperar a capacidade de imaginar, de estar presente e de enxergar a infância como aquilo que ela realmente deve ser: um tempo de descobertas, liberdade, fantasia e memórias que ficam para a vida inteira.

Um filme para assistir com os pequenos e, de quebra, reencontrar a criança que ainda existe dentro da gente.


Um verdadeiro abraço em forma de filme.