Uma farofa, cheia de ingredientes que você não sabe que sabor tem.
American Horror Story: 13 chega com uma proposta que, pelo menos nesses três primeiros episódios, parece muito mais interessada em reunir personagens e atores marcantes das temporadas anteriores do que em construir uma nova história de forma clara. A temporada aposta forte na nostalgia e no retorno de nomes como Jessica Lange, Sarah Paulson, Evan Peters, Emma Roberts, Angela Bassett e Kathy Bates, além de recuperar personagens e elementos de diferentes fases da série.

E é justamente aí que está um dos maiores problemas. O enredo é extremamente confuso e parece exigir que o espectador tenha um conhecimento muito grande de American Horror Story para conseguir acompanhar todas as referências e conexões. Para quem não viu as temporadas anteriores, a experiência pode ser ainda mais complicada. É uma temporada que claramente foi pensada para os fãs antigos, mas até quem acompanha a série pode se perder em meio a tantas informações.
A história acompanha Ben, um novo funcionário contratado para cuidar de um misterioso paciente chamado Mr. Nas, enquanto acontecimentos sobrenaturais começam a envolver personagens conhecidos e diferentes núcleos da série. Ao mesmo tempo, figuras de temporadas anteriores começam a aparecer, como Constance Langdon, Tate, Addie, Twisty e personagens ligados a Coven, Murder House, Cult e outras fases da franquia.
O problema é que tudo isso acaba parecendo uma grande reunião de personagens e elenco, sem que exista uma história realmente interessante sustentando tudo. A temporada parece mais preocupada em mostrar quem voltou e qual referência consegue encaixar do que em desenvolver um roteiro bem construído.

Para mim, American Horror Story: 13 é uma temporada desnecessária, mal feita e mal roteirizada. A série, que já teve momentos brilhantes e temporadas que marcaram o gênero, parece ter ido do vinho para a água suja. A nostalgia sozinha não consegue sustentar uma história, principalmente quando o roteiro não consegue organizar todas as ideias que apresenta.
As atuações continuam sendo um ponto positivo. É interessante rever atores que fizeram parte da história da série e acompanhar seus retornos a personagens conhecidos. Jessica Lange, Evan Peters, Sarah Paulson e Emma Roberts, entre outros, trazem aquele sentimento de nostalgia que certamente vai agradar aos fãs mais antigos. Mas até isso acaba sendo prejudicado por uma história que não sabe muito bem para onde quer ir.
O excesso de referências também acaba funcionando contra a própria temporada. Em vez de criar uma história que consiga se sustentar sozinha, AHS 13 parece depender constantemente do passado. Quem não conhece as temporadas anteriores provavelmente vai ficar completamente perdido, enquanto quem conhece pode passar boa parte do tempo tentando entender como todas aquelas peças estão sendo encaixadas.

Até os três primeiros episódios, a sensação é de que existe muita coisa acontecendo, mas pouca coisa realmente sendo desenvolvida. São personagens, retornos, referências e acontecimentos jogados na tela, enquanto o roteiro tenta fazer tudo parecer conectado.
American Horror Story: 13 poderia ter sido uma grande celebração da história da série, mas, pelo menos até aqui, parece apenas uma reunião de personagens e atores. A ideia de reunir tantos nomes conhecidos é interessante, mas não basta. Faltou uma história mais bem construída, um roteiro mais organizado e, principalmente, uma razão para essa temporada existir.
Para quem é fã antigo, talvez a nostalgia seja suficiente para continuar acompanhando. Mas, olhando apenas para esses três primeiros episódios, AHS 13 está muito longe do que a série já foi capaz de entregar.

