Esse longa-metragem foi uma grande e inesperada surpresa na competição de Cannes 2026, ainda mais pela história que é contada ao longo dos seus 160 minutos, onde o telespectador terá de tudo: ação, ficção, terror, suspense e comédia.
Esse filme é dirigido pelo sul-coreano Na Hong-jin (The Yellow Sea – 2026, O Lamento – 2016) e teve total liberdade da produtora para colocar no seu filme o que ele tivesse em mente, por mais audacioso que pudesse ser.

A história se desenrola na cidade-título do filme, Hope Harbor, próxima à Coreia do Norte, onde a cidade é cercada por arames farpados e minas, onde há um perigo constante, porém não sabemos o motivo. Porém, os cidadãos dessa cidade não imaginariam de onde viria a verdadeira e terrível ameaça que irá devastar o pequeno local.
E quando conhecemos o chefe da polícia local, Bum-seok (Hwang Jung-Min – The Point Men 2023 – Missão Cruzada 2024), um grupo de caçadores que irão tentar decifrar a morte de um boi, que foi morto por circunstâncias não normais para um ataque entre animais. E, a partir daí, eles se dividem e, nessa caminhada para solucionar esse mistério, juntam-se ao chefe de polícia, ao decorrer do filme, personagens sensacionais que irão levar você, telespectador, ao máximo do entretenimento. Não irei contar, pois vale a pena saber o mínimo possível do desenrolar do filme, pois o legal dele são as surpresas com o que irá acontecer, pois o ritmo frenético, o suspense constante e as situações cômicas irão fazer o público rir bastante, colar na cadeira e ficar tenso a cada minuto que o filme passa.

Vi o filme numa sala IMAX, e isso fez o longa-metragem ficar melhor ainda. Caso consiga, veja em uma sala que tenha uma grande tela e ótimo som, pois fará diferença.
Apesar do CGI, para alguns, não ser de excelente qualidade, isso passa despercebido pelo que o filme traz, pois são poucos os momentos que temos, como posso dizer, paz e tranquilidade. O filme é pura adrenalina.
Ver um filme desses fora do padrão americano, onde tem a liberdade de contar uma história, por mais fantasiosa e sem sentido que seja, e que muitas das vezes ficamos sem resposta, e que é de propósito, pois esse filme terá continuação, revigora a sétima arte, pois o cinema é isso: o diretor colocar suas ideias, por mais loucas que sejam, e nós, telespectadores, entrarmos nessa história e viajarmos nela.

