Pega Essa Dica – Se Eu Fosse Você 3

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Se Eu Fosse…mais do mesmo.

Se Eu Fosse Você 3 é aquele tipo de continuação que chega aos cinemas sem realmente ter algo novo para oferecer. O filme não reinventa a fórmula, não traz uma novidade relevante para a franquia e parece existir muito mais pela tentativa de continuar uma história que já funcionou no passado do que por uma necessidade real de contar algo novo.

Cerca de duas décadas após os acontecimentos anteriores, Cláudio e Helena continuam juntos e agora acompanham uma nova fase da família. A história coloca Bia, filha do casal, no centro da trama, ao lado de Aquiles, seu marido. A tradicional troca de corpos volta a acontecer, agora envolvendo essa nova geração, em uma tentativa de renovar a fórmula e passar o protagonismo para os personagens mais jovens.

Desta vez, a produção tenta colocar Cleo Pires ainda mais em destaque, fazendo novamente mãe e filha, Glória Pires e Cleo Pires, atuarem lado a lado. A ideia poderia funcionar se surgisse de maneira natural, mas acaba parecendo uma forçação de barra. É uma situação que já vimos outras vezes e que aqui transmite muito mais a sensação de estratégia para passar o bastão para uma nova geração do que de uma evolução realmente orgânica da história.

O primeiro filme funcionou justamente porque a troca de corpos entre os personagens de Tony Ramos e Glória Pires trazia uma situação simples, divertida e com bastante espaço para explorar as diferenças entre os dois. No segundo, a fórmula já começava a perder um pouco da força. Agora, no terceiro, a sensação é ainda mais evidente: a história parece presa ao que já conhecemos e não encontra uma maneira realmente interessante de justificar sua existência.

Tony Ramos e Glória Pires continuam sendo um dos grandes atrativos, mas o problema é justamente perceber que a franquia parece não saber muito bem o que fazer com esses personagens. Ao mesmo tempo em que tenta apresentar uma nova geração, o filme continua dependendo da nostalgia dos protagonistas originais.

Apesar disso, o filme funciona como passatempo. É legal ver o nosso cinema nacional produzindo, levando comédias brasileiras para os cinemas e reunindo novamente nomes tão conhecidos do público. O problema é que, ao mesmo tempo, fica aquela sensação de que está faltando criatividade para criar novas histórias e novas situações, em vez de simplesmente repetir fórmulas que já deram certo.

No fim, Se Eu Fosse Você 3 não chega a ser um desastre, mas é uma continuação que talvez nem precisasse existir. O primeiro funcionou muito bem, o segundo já trouxe aquela sensação de mais do mesmo e o terceiro tenta passar o bastão sem conseguir fazer isso de maneira convincente. É divertido como passatempo, mas deixa a impressão de que a franquia poderia ter oferecido muito mais.