Sinopse do Espetáculo
Elisa mora com sua mãe, uma pessoa com deficiência, acamada. Na noite de natal se descobre sozinha. Mas o inusitado acontece, duas mulheres batem à sua porta: Vanusa e Teresa. Elisa, que está armada, prende as duas em seu apartamento. Ao longo do espetáculo, as personagens estabelecem uma relação de amor e ódio, rejeição e amizade. Além de proporcionar boas risadas, decorrentes da situação absurda em que se encontram. Jingobel revela ao público histórias trágicas de forma cômica, uma ironia necessária. Apresenta e discute entre tapas, tiros e beijos temas como: solidão, autoestima, violência doméstica, homossexualidade, abandono do idoso, religião e preconceito. Tudo regado a peru, vinho e o inevitável “clima natalino”.

Jingobel é uma tragicomédia de Cláudio Simões, dramaturgo contemporâneo que consegue com esse texto abordar temas polêmicos com competência, propriedade e humor, de forma acessível, vindo de encontro à estética da Cia. Encena, cuja proposta é a produção de um teatro popular, democrático, acessível e de conteúdo, possibilitando a discussão de temas humanos. Entre eles homossexualidade, que se faz presente através da relação entre três mulheres. Uma delas é Vanusa, homossexual assumida, bem sucedida profissionalmente, independente financeiramente e dona de um discurso decidido; a outra é Teresa, evangélica fervorosa, também homossexual, mas que não assume e é porta voz de um discurso hipócrita; a terceira é Elisa, uma mulher solitária, que num ataque de nervos força a convivência entre as outras duas, suscitando diversas discussões sobre homossexualidade e preconceito. O espetáculo é recomendado ao público a partir de 14 anos, quando possível e necessário conta com um bate papo após as apresentações. Sabemos que solidão, intolerância religiosa, abandono do idoso, homossexualidade e violência são temas que permeiam a vida de todos em metrópoles como São Paulo. Partindo desse pressuposto acreditamos na identificação do público com a história e com as personagens. Essa relação se dá de forma cômica e dinâmica, com o objetivo de causar reflexão, discussão e quem sabe a transformação dessa realidade. O objetivo final de toda encenação é levar ao público um espetáculo que fale de conflitos existenciais relevantes na atualidade. Trazer para a cena a necessidade constante de se refletir mais sobre preconceitos
Release
Texto: Claudio Simões
Direção: Walter Lins
Elenco: Flávia D’Álima, Bia Couto e Thânia Rocha
Figurino: Flávia D’Álima e Walter Lins
Cenário: Orias Elias
Operação de Luz: Bruno Fávaro
Operação de Som: Gustavo Barcamor
Gênero: Comédia Dramática
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Produção: Encena Cia. de Teatro
Em cartaz: de 01 a 29 de novembro – Sábados às 20h30
Entrada Franca com contribuição espontânea
Release da Companhia ou Artista
Fundada em 1997, tem sua sede na Zona Oeste, o Espaço Cultural Encena. Completou neste ano de 2025 vinte e sete anos de existência, tendo produzido 26 espetáculos. Desenvolve, desde sua fundação, um trabalho que visa analisar o Homem dentro dos contextos social e político das diferentes fases da história. No seu repertório alternam-se dramas, comédias, clássicos e contemporâneos. No currículo estão, entre outras, as peças Nossa Cidade (Thornton Wilder); O Grande Amor de Nossas Vidas (Consuelo de Castro); O Mercador de Veneza (William Shakespeare); Os Ossos do Barão (Jorge Andrade); A Escada (Jorge Andrade); Jingobel (Cláudio Simões); Darwin e O Canto dos Canários Cegos (Murilo Dias), além de seis textos escritos especialmente para o grupo por Gilberto Amendola (Espeto de Coração, Nos 80, Sex Shop Café, Pirou Jussara?, A Peça é Comédia? e Antibióticos), Sexo, sacerdócio e sangue (Roberto Francisco), Toca Tom Zé(Juscelino Filho), Os três Médicos, O Diletante, o Usurário (Martins Pena), Jussara City (Gilberto Amendola) e Um Mês no Campo (Ivan Turguêniev).