A Vingadora seria legal se não fosse tão clichê.
Dirigido por Neil Marshall e estrelado por Charlotte Kirk, o filme acompanha Scarlett Monaghan, uma batedora de carteira que, envolvida com um contrabandista de diamantes, assume o codinome “Duquesa” ao buscar vingança após uma traição que quase a mata.

Para fãs de thriller seco e violento e quem curte histórias de vingança com violência visceral, pode se satisfazer e se deliciar nas sequências de ação que são bem coreografadas: mesmo que não sejam impecáveis, elas entregam algum entretenimento.
A fotografia é bonita, com cores frias, abusando de luz baixa e sombra em algumas cenas. Algumas cenas onde a câmera treme muito, sem necessidade, incomodam um pouco.
Performance de Charlotte Kirk: ela se esforça para carregar o filme, e há momentos em que seu desempenho brilha na ação, porém ainda um pouco despreparada para o tipo de filme.
O longa é fraco e não inova em nada, tudo aqui já foi feito e refeito e já conhecemos. O roteiro trabalha com muitos clichês; isso pode ser ruim às vezes, tem quem goste e está tudo bem, porém não espere se surpreender, e as narrativas de empoderamento feminino soam superficiais.
O tom do filme é falho e deixa o filme sem profundidade, deixando o resultado genérico e pouco memorável.
A Duquesa Vingadora é um filme de vingança com cenas de ação esquecível. Com roteiro genérico, estética datada e pouca profundidade nos personagens, o filme se sustenta mais pela violência e ritmo do que por originalidade ou impacto narrativo.

