Com estréia nacional marcada para o dia 15 de Janeiro, dirigido pelo casal Filipe Matzembacher e Marcio Reolon chega aos cinemas o longa Ato Noturno(2025).
A narrativa acompanha o personagem Matias (Gabriel Faryas), um ator em ascensão em uma peça de teatro no estado do Rio Grande do Sul, ele e seu amigo pessoal e companheiro de cena Fabio (Henrique Barreira) têm um monólogo ao final da peça que garante um brilhantismo aleatório à cada final.
Esse ato atrai os olhos de produtores de uma série de TV que estão a procura de atores para o papel principal.

Nesse meio tempo Matias conhece Rafael (Cirillo Luna), um político em ascenção em plena campanha de eleições. Nada disso impede os dois de viverem um romance arriscado às escondidas nas caladas das madrugadas e em lugares aleatórios.
Com um clima que não chega a favorecer a imagem pública de Rafael as coisas vão se complicando com a fama de Matias se intensificando aos olhos do público.
As relações de Matias com seus colegas da cena teatral também nao ficam favoráveis à sua vida pessoal e seu amigo Fabio que também mantém o interesse de interpretar o mesmo papel na série de TV vão se complicando.

Com um roteiro que por alto me lembrou Mephisto (1981), Ato Noturno atualiza os temas e ambiente para nos contar uma história de ambição, amor, paixões intensas e arriscadas.
Com uma cinematografia muito bonita para ambientes internos e externos ficamos presos ao desenrolar da história, que em um mundo atual cheio de preconceitos e individualismo nos faz enxergar a linha tênue que esses dois lados se opõem, não há uma escapatória certa, apenas escolhas e consequências de cada personagem.

