Homo Argentum é um filme argentino de grande sucesso doméstico, levando mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas “hermanos” em apenas 11 dias de exibição, tornando-se uma das maiores bilheterias do cinema local no período pós-pandemia.

Mariano Cohn e Gastón Duprat são os responsáveis por esta obra. A dupla escreveu e dirigiu o longa, reforçando a parceria já conhecida por trabalhos como O Cidadão Ilustre (2016) e Concorrência Oficial (2021).
O filme é composto por 16 curtas-metragens, cada um com duração de 1 a 20 minutos, que juntos formam um longa de quase duas horas. As histórias não possuem linha temporal contínua nem ligação direta entre si: são independentes e apresentam, em tom de comédia, diferentes aspectos sociais vividos pelos argentinos. O longa enfatiza temas como violência, ganância, cotidiano familiar, cultura (futebol, cinema, música, dança) e o desencanto de uma sociedade mergulhada em uma crise financeira que já dura décadas.
O protagonista é Guillermo Francella, que interpreta 16 personagens diferentes, demonstrando uma versatilidade impressionante e capturando, com humor e precisão, vários traços da identidade argentina.
É um filme interessante para conhecermos melhor nossos “hermanos”, contado por eles mesmos — com ironia, crítica e um toque ácido típico do cinema argentino.

