Pega Essa Dica – O Telefone Preto 2

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Enquanto o original abordava o mistério envolvendo crianças desaparecidas, sequestros e a jornada de amadurecimento do protagonista, a sequência lida com trauma, em um tom mais sobrenatural e macabro. Encontramos um protagonista mais velho e maduro, ainda carregando a responsabilidade e o dever de proteger quem ama do mal que o cerca.

Vídeo do artigo Com cenas assustadoras e repletas de tensão, ‘O Telefone  Preto 2’ ganha trailer; assista

‘O Telefone Preto 2’ marca o retorno de Finn (Mason Thames), que tenta lidar com seus traumas através do isolamento e do uso de drogas, quatro anos após escapar e matar o notório serial killer de crianças da região, conhecido como “O Sequestrador” (Ethan Hawke). Após sonhos conturbados de sua irmã Gwen (Madeleine McGraw), com visões do passado, do futuro e de crianças mortas no acampamento cristão frequentado por sua mãe, os dois partem em busca de respostas no acampamento Alpine Lake. O que mal imaginam é que é justamente ali que o espírito do assassino colocará sua vingança em prática, mesmo após a morte.

O Telefone Preto 2' apela para o sobrenatural em boa sequência com mais  sustos; g1 já viu

O primeiro filme ganhou força com o público anos depois de seu lançamento, o que tornou a ideia de uma sequência quase inevitável. Ainda que não fosse exatamente necessária, já que o original se basta em si mesmo, a continuação consegue elevar a franquia a um novo patamar, trazendo uma atmosfera que remete aos clássicos do terror. Diferente do primeiro, mais contido e “realista”, este segundo capítulo aposta em uma abordagem mais sobrenatural e expansiva. O roteiro aprofunda a mitologia do assassino, ampliando o tom místico da história e mostrando que nem a morte é capaz de impedir o vilão de buscar vingança.

A grande revelação da sequência é a Gwen, irmã mais nova de Finn, que ganha um destaque significativo nesta sequência, tornando-se tão protagonista quanto ele. Sua história é melhor desenvolvida, especialmente em relação ao seu lado sensitivo e aos sonhos (ou melhor, pesadelos), que revelam o passado e o futuro. Esse elemento, já apresentado no primeiro filme, retorna aqui de forma mais elaborada, servindo como o ponto-chave da trama, especialmente quando o Sequestrador passa a interferir nesses sonhos, alcançando Gwen através desse “portal de pesadelos”. Esse “mundo dos sonhos” criado no longa é uma técnica eficiente para separar as duas versões desse mundo e reintroduzir o vilão como uma ameaça novamente.

A fotografia e ambientação continuam excelentes. O acampamento transmite uma sensação constante de frio e isolamento, reforçada pela natureza gélida que o cerca. Além disso, as sequências de sonho são filmadas em Super 8, o que diferencia visualmente os pesadelos do mundo real, um recurso estético eficaz que traz um toque nostálgico.

"O Telefone Preto 2" ganha novo trailer; assista | CNN Brasil

‘O Telefone Preto 2’ é uma boa sequência para um primeiro filme que já era ótimo. Ambos se destacam ao oferecer novas ideias para essa geração do terror contemporâneo nas telonas e relembram filmes antigos da categoria em forma de nostalgia. Além de uma história envolvente da famosa luta do bem contra o mal utilizando citações do cristianismo e um aprofundamento em traumas e vício, com o grande retorno dos dois irmãos que são a alma da franquia. Uma continuação que honra o original do mesmo diretor, Scott Derrickson.