Pega Essa Dica – Oasis: Don’t Look Back in Anger

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Oasis: Don’t Look Back in Anger é um documentário que acompanha a reunião de Liam e Noel Gallagher durante a Oasis Live ’25, turnê que marcou o retorno da banda aos palcos depois de anos separados e que foi considerada um dos grandes eventos musicais de 2025. O longa reúne cenas dos ensaios, bastidores, entrevistas com os irmãos, integrantes da banda e, principalmente, imagens dos shows e das reações do público ao redor do mundo.

E acho que esse é um documentário que consegue funcionar de duas formas muito diferentes para quem é fã do Oasis, é uma experiência extremamente nostálgica e emocionante, para quem não conhece tanto a banda, é uma ótima porta de entrada para entender a dimensão do que o Oasis representa. Porque não estamos falando apenas de uma banda que fez sucesso nos anos 1990. O documentário mostra muito bem como o Oasis se tornou um fenômeno cultural e como esse impacto atravessou gerações.

Uma das coisas que mais gostei foi justamente a presença dos fãs. O filme não se limita a mostrar Liam e Noel no palco ele também olha para quem está do outro lado. Temos depoimentos de fãs ao longo do documentário e é muito interessante perceber o quanto as músicas da banda fizeram parte da vida dessas pessoas. São histórias de pessoas que esperaram décadas por esse momento, que cresceram ouvindo Oasis e que finalmente tiveram a oportunidade de ver os irmãos novamente juntos.

E eu gosto muito desse tipo de registro, porque a música tem essa capacidade de mover as pessoas de uma maneira muito particular. Você vê gente realizando um sonho e entende que aquela reunião significou muito mais do que simplesmente dois irmãos voltando a fazer shows. Para muita gente, foi um momento emocional gigantesco.

E, claro, não dá para falar de Oasis sem falar da relação entre Liam e Noel Gallagher. O documentário volta ao passado para contextualizar essa história mostra o início da banda, a ascensão meteórica, o sucesso gigantesco, os conflitos e, finalmente, a ruptura. Inclusive, temos momentos que ajudam a entender a dimensão dessas brigas, como o famoso show cancelado enquanto o público já aguardava pela banda.

E é importante ter esse contexto porque, quando chegamos à reunião de 2025, entendemos melhor o tamanho do que está acontecendo. O Liam continua com aquela personalidade extremamente marcante e, em alguns momentos, até irritante. Ele tem uma autoconfiança gigantesca, aquela postura de rockstar que parece nunca sair dele. Ao mesmo tempo, é impossível negar que o cara canta muito.

Já o Noel aparece de uma maneira um pouco diferente. Ele parece mais contido, mais preocupado com o trabalho e, principalmente, mais aberto a mostrar um lado sensível e pessoal. E acho que o documentário consegue mostrar bem esse contraste entre os dois.

Você começa a entender que a relação complicada entre eles não vem simplesmente de uma briga isolada, mas também de personalidades muito diferentes. E, dentro de uma banda, isso exige muito jogo de cintura. Talvez seja justamente por isso que seja tão impressionante ver que, dessa vez, eles conseguiram deixar essas diferenças de lado o suficiente para fazer a turnê acontecer.

O documentário também mostra muito bem a imagem de rockstars que foi construída em torno do Oasis. Existe toda aquela mitologia da banda, a atitude, a imprensa, as entrevistas, os conflitos, a maneira como eles se colocavam diante do público. Mas, ao mesmo tempo, o filme tenta ir um pouco além dessa imagem e mostrar as pessoas por trás dela. E acho que isso funciona especialmente bem com o Noel, que acaba deixando esse lado mais humano aparecer com mais frequência. Com o Liam, parece que o rockstar continua ali o tempo inteiro e talvez isso seja simplesmente parte de quem ele é.

Ver essas músicas sendo tocadas novamente em estádios lotados é muito emocionante. E o documentário consegue transmitir parte dessa energia. Ele não mostra apenas a banda tocando mostra o público cantando, chorando, pulando, se emocionando. E isso faz diferença porque você consegue sentir que aquelas músicas continuam tendo força.

O documentário tem pouco mais de duas horas, mas eu particularmente não senti o tempo passar. Consegui mergulhar completamente naquela atmosfera e, quando percebi, já estava chegando ao final.

E tem uma coisa que eu acho importante esse é um filme para ser visto no cinema. A experiência de ouvir essas músicas em uma sala cheia, com outras pessoas reagindo, cantando e vivendo aquilo junto, é completamente diferente de assistir em casa.E, como ele ficará pouquíssimo tempo em cartaz, com sessões nos dias 12 e 13 de setembro, quem tiver a oportunidade de assistir, eu realmente recomendo que vá.

No final, acho que Oasis: Don’t Look Back in Anger está à altura da banda que pretende retratar. É nostálgico para quem já ama Oasis, emocionante para quem acompanhou essa história e uma excelente introdução para quem ainda não entende por que essa banda se tornou tão importante. Se você é fã de Oasis, provavelmente vai amar. E se você não conhece tanto a banda, acho que esse documentário é uma ótima porta de entrada para entender a magnitude do Oasis não apenas como banda, mas como fenômeno cultural.