Pega Essa Dica – POV: Presença Oculta

cinema Crítica Cinema filme Pega Essa Dica Pega Essa Novidade

É aquele filme que já vimos em algum lugar.

Dentro da longa tradição do terror em primeira pessoa, POV: Presença Oculta tenta criar tensão usando câmeras corporais de policiais para conduzir a narrativa. A ideia de acompanhar tudo pelo ponto de vista desses agentes ajuda a criar uma sensação de imersão, colocando o espectador no meio de uma situação que começa como um simples incidente policial e rapidamente se transforma em algo sobrenatural.

Na história, dois policiais se envolvem em um incidente que termina em morte e decidem apagar as gravações das câmeras corporais para esconder o ocorrido. No entanto, as próprias imagens revelam que uma presença estranha os acompanhava, transformando a tentativa de encobrir o crime em um pesadelo.

O longa conta com o elenco formado por Sean Rogerson, Jaime M. Callica, Catherine Lough Haggquist e Keegan Connor Tracy. A direção é de Brandon Christensen, cineasta que já trabalhou em outros títulos de terror como Z e Superhost, além de também assinar o roteiro ao lado de Ryan Christensen.

O problema é que, apesar da proposta funcionar em alguns momentos, o filme não inova em absolutamente nada. Tudo soa familiar demais para quem já viu produções do estilo found footage, como A Bruxa de Blair ou REC. A estrutura é previsível, os sustos seguem fórmulas já conhecidas e a sensação constante é de estar vendo uma repetição de ideias que o gênero explora há anos.

Ainda assim, existe algo que joga a favor do filme: a duração enxuta. Com apenas 1h15, a produção não se arrasta e acaba sendo um terror rápido e direto. A produção também é bastante básica, apostando mais na atmosfera e na câmera subjetiva do que em grandes efeitos ou sequências elaboradas.

No fim, POV: Presença Oculta funciona como um passatempo simples para quem gosta do gênero, mas dificilmente ficará marcado dentro do terror contemporâneo. É um filme que cumpre seu papel durante a exibição, porém termina com um final meio morno, que não entrega um grande impacto e reforça a sensação de que tudo ali já foi visto antes.