Pega Essa Dica – Shadow Force

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Shadow Force é mais um título que promete adrenalina e intensidade, mas entrega apenas uma sequência de cenas genéricas, embaladas por uma narrativa que parece saída de um rascunho esquecido dos anos 90. Tudo soa reciclado: diálogos artificiais, trilha sonora exagerada e uma trama tão previsível que até suas “reviravoltas” chegam com hora marcada.

Joe Carnahan, que já dirigiu boas sequências de ação no passado, aqui opta por esconder os combates com cortes rápidos e enquadramentos desfocados. A escolha soa mais como uma tentativa de camuflar a falta de preparo nas coreografias do que como uma decisão estética — resultado: lutas sem impacto, que deixam o espectador mais entediado do que empolgado.

Omar Sy, apesar das limitações do roteiro, consegue trazer um pouco de carisma e humanidade para seu personagem. Sua atuação é consistente e segura, mesmo quando o material não ajuda. No entanto, sua parceria com Kerry Washington, que deveria ser o coração emocional do filme, falha completamente. A química entre os dois é inexistente, o que mina o envolvimento do público com a história.

Washington, por sua vez, parece contida — presa a diálogos mecânicos e a uma personagem que não evolui. O restante do elenco, incluindo Mark Strong, é desperdiçado em papéis rasos, que servem apenas como muletas para empurrar a trama.

Shadow Force quer ser explosivo, mas é apenas barulhento. Um filme que tenta soar moderno, mas que se perde em velhos clichês e decisões preguiçosas. No fim, é mais uma entrada esquecível no catálogo saturado do cinema de ação.

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