Que filme divertido! Começo assim a minha crítica. Se você, como eu, gosta de filmes de ação no estilo dos anos 80, com um enredo simples, mas com o que realmente importa: um grande astro de filmes de ação, acompanhado de outro ator renomado e, para completar, um brasileiro que faz sucesso nos cinemas americanos, este filme tem tudo para ser uma ótima diversão cinematográfica. Com boas cenas de ação, luta, perseguição, comédia e uma dose de drama, a produção entrega exatamente o que promete.

O ator Alan Ritchson vem se tornando, a cada ano, uma estrela dos filmes e das séries de ação e violência. Ele é um típico ator dos anos 80, forte e musculoso, como Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. A série Reacher, protagonizada por ele, já está na sua 4ª temporada e é uma das mais assistidas nos streamings ao redor do mundo. Como consequência desse sucesso, ele também vem estrelando filmes que fazem sucesso nas plataformas, como Máquina de Guerra (Netflix) e Um Dia Fora de Controle (Prime Video).
A sinopse do filme é a seguinte: Hank Malone (Alan Ritchson) é um ex-soldado que carrega um drama familiar, cujo passado vamos conhecendo ao longo da trama. Ele trabalha como transportador de elite, responsável por transportar qualquer tipo de mercadoria. Em uma de suas entregas, precisa levar um órgão vital para salvar a vida de uma garota de 7 anos que está prestes a falecer. Nessa missão, ele conta com a companhia do Dr. Ben Bishop (Owen Wilson, de Extraordinário, de 2017, e Mansão Mal-Assombrada, de 2023), responsável por entregar o órgão ao hospital. Os dois entram em uma corrida contra o tempo, já que a menina está à beira da morte e o órgão tem um prazo determinado para permanecer no recipiente de conservação. Porém, esse órgão também é alvo da máfia negra, pois possui um valor inestimável. A dupla passa a ser perseguida por Damián Zaldivar (Rodrigo Santoro, de 300: A Ascensão do Império, de 2014, e O Último Azul, de 2025), que está excelente no papel de líder de uma organização criminosa disposta a conseguir o fígado a qualquer custo, por um motivo importantíssimo.

O longa-metragem é bastante dinâmico e tem um roteiro bem básico. O que realmente importa são as cenas de ação, luta e perseguição. A química entre Alan Ritchson e Owen Wilson funciona superbem, com boas tiradas de comédia. Além disso, os dois entregam boas atuações nas cenas que exigem tanto interpretação dramática quanto ação.
A direção fica a cargo de Scott Waugh (Mercenários 4, de 2023, e Need for Speed: O Filme, de 2014), que aposta justamente em uma fórmula despretensiosa, capaz de lembrar os clássicos de ação dos anos 80 e 90. O foco está nas boas coreografias de luta, tanto corporal quanto com armas, além das perseguições de carros. A sequência envolvendo a ambulância, por exemplo, é excelente. Porém, se o filme tivesse uma classificação indicativa um pouco mais alta, poderia apostar em uma violência mais intensa, o que certamente agradaria aos fãs do gênero.
Então, vá ao cinema sem grandes pretensões, compre a pipoca e a bebida e divirta-se, pois o propósito é esse, e o filme entrega exatamente isso.

