Pega Essa Dica – 8 exit- Saída 8.

cinema Crítica Cinema filme

É interessante, porém muito cansativo e ninguém pediu outro filme vindo de um jogo.

Exit 8 acompanha um homem preso em um corredor infinito de metrô, onde precisa encontrar a saída seguindo regras simples: se notar algo estranho, deve voltar; se não houver nada, deve continuar. Qualquer erro faz tudo reiniciar, criando um ciclo constante de repetição e tensão.

A proposta, herdada do jogo que inspirou o filme, funciona muito bem nos primeiros minutos, criando uma atmosfera tensa, claustrofóbica e até perturbadora. A direção de Genki Kawamura acerta no visual e na construção desse ambiente sufocante, mantendo uma sensação constante de desconforto. A fidelidade ao conceito original também é um ponto positivo, principalmente para quem já conhecia o material de origem.

No entanto, o que começa como algo intrigante rapidamente se torna um problema. A repetição, que é o coração da proposta, acaba jogando contra o próprio filme. As situações se repetem tanto que a narrativa perde força, dando a sensação de que a história não avança.

Para quem não conhece o jogo, o envolvimento tende a ser ainda menor. Falta um desenvolvimento mais profundo que sustente o interesse, e o filme também peca por não entregar um terror mais efetivo. A tensão existe, mas raramente evolui para algo realmente impactante.

Com o passar do tempo, Exit 8 parece nunca acabar e nunca se resolver. A falta de variações significativas faz com que o filme se torne cansativo, especialmente na segunda metade, quando a tensão já não se sustenta da mesma forma.

Essa limitação narrativa faz com que ele seja, facilmente, um filme que o público pode abandonar no meio do caminho e, posteriormente, cair no esquecimento. Apesar de sua proposta interessante e execução visual competente, falta conteúdo para sustentar sua duração.

No fim, Exit 8 é outro filme de game fracassado, ele funciona como um game, mas não como um filme que consiga prender até o final.