Com estreia marcada para os cinemas nacionais dia 16 de Julho, chega o filme biografico A Divina Sarah Bernhardt, dirigido pelo ja experiente Guillaume Nicloux.

Com uma cena inicial que lembra bastante a cine biografia Piaf – Um Hino ao Amor, o longa nos apresenta Sarah Bernhardt (Sandrine Kiberlain) já em seu leito, em seus últimos dias, conversando com entes queridos e relembrando histórias de seu auge como atriz de teatro e celebridade reconhecida pela França e pelo mundo.
Com uma edição que não se coloca em uma narrativa linear, o tempo corta entre passado e futuro com precisão e imprecisão, dependendo da questão em que o ato está se desenrolando, o que de certo modo acaba nos deixando confusos com qual a proposta a biografia quer se focar mais. Temos a carreira de atriz em seu auge no final do século 19 e início do século 20, um amor mal correspondido, a relação entre mãe e filho.
Com tantas subtramas e a ja descrita edição não linear o filme se perde em nos provocar a devida emoção em seu final, que por mim poderia ser resolvido com a linearidade. Porém pode ser mais interessante para os fãs da atriz e quem acompanha os momentos históricos da cena teatral da época em que o filme se passa, pois temos a presença de Sigmeund Freud em um momento, os elogios de Oscar Wilde e todo um nicho do devido tempo passado que provoca um certo deleite quando conhecemos a figura retratada na cine biografia.

As atuações todas são competentes, e o que mais se destaca aqui é a maquiagem e figurino que nos dão a noção de qual período da vida de Sarah estamos testemunhando, já que os cortes são muito repentinos entre a juventude, a meia idade e a velhice.
Conhecemos pelo filme como Sarah Bernhandt deixou sua marca em uma época em que as câmeras não puderam testemunhar sua grandiosidade nos palcos ou em entrevistas. O filme é uma ótima pedida para fãs e entusiastas de teatro, psicanálise, estudo de figurinos e costumes de épocas a muito passadas porém ainda muito recentes e com uma carga de influência muito poderosa.

