Pega Essa Dica de Halloween

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Pega essa dica de Halloween: filmes de terror para maratonar na noite das bruxas

Halloween é aquela época do ano em que o legal é maratonar filmes de terror, tentar assistir ao máximo de títulos que conseguir ou simplesmente colocar na tela aquele filme que você ama e já perdeu as contas de quantas vezes assistiu. O importante é entrar no clima, apagar as luzes, preparar a pipoca e aproveitar essa data que, para quem ama terror, é praticamente um Natal particular.

Separei alguns filmes que vou assistir e que também recomendo para quem está procurando opções para o Halloween. Tem clássicos, remakes que eu adoro e produções mais recentes que conquistaram seu espaço entre os grandes nomes do gênero.

Começando por A Morte do Demônio, de 2013, que é o meu remake favorito. O filme entrega um terror brutal, violento e perturbador, daqueles que não têm medo de exagerar e fazer o público sofrer junto com os personagens. Sou apaixonado por essa versão e acho que ela entendeu muito bem como atualizar uma franquia clássica sem perder a essência do terror.

E já que estamos falando de remakes, gosto muito de Sexta-Feira 13, de 2009, que apresenta um Jason mais rápido, ágil e brutal. O mesmo vale para A Hora do Pesadelo, de 2010. Sei que muita gente não gosta desses dois remakes, mas eu gosto bastante da história e do desenvolvimento do filme do Freddy. A caracterização pode não ser a melhor versão do personagem, mas, para mim, isso não apaga as qualidades do longa. É um filme que merece mais reconhecimento do que costuma receber.

Agora, se tem três filmes que sempre vou amar e defender, são Hereditário, A Bruxa e Midsommar. Cada um tem sua própria identidade, seu ritmo e seus detalhes, e são justamente essas camadas que fazem com que a experiência fique ainda melhor a cada revisão. São filmes que vão muito além dos sustos fáceis, trabalham o desconforto, a atmosfera e os personagens e continuam rendendo novas interpretações mesmo depois de várias sessões.

Também acrescentaria A Entidade, de 2012. Além de ter uma história bem diferente, o filme conta com uma construção de tensão muito eficiente e sustos realmente ótimos. A presença de uma criança envolvida com o sobrenatural deixa tudo ainda mais perturbador, daquele tipo de terror que faz você ficar sem dormir à noite. É uma experiência que conversa com o medo de Atividade Paranormal, mas também tem uma identidade própria, marcada pelo mistério e pela sensação constante de que existe algo maligno observando tudo.

E, falando em Atividade Paranormal, a franquia também merece um espaço na maratona. O uso do found footage, com a história apresentada por meio de gravações aparentemente reais, trouxe uma nova forma de filmagem para o terror e ajudou a criar uma atmosfera assustadora justamente pela simplicidade. A câmera parada, os ambientes comuns e a espera por algo acontecer fazem com que cada pequeno movimento se torne angustiante.

Outro filme que não pode ficar de fora é A Bruxa, que também trabalha uma atmosfera assustadora de um jeito muito particular. A produção constrói o medo a partir de duas sensações quase opostas: de um lado, uma casa enorme, isolada e sufocante; do outro, uma floresta escura, misteriosa e ameaçadora. Essa combinação, junto do ritmo lento e da ambientação histórica, faz com que o filme pareça cada vez mais perturbador conforme a história avança.

E como falar de Halloween sem lembrar de Brinquedo Assassino? Chucky é aquele personagem que marcou uma geração e traumatizou muita criança. Às vezes, bastava aparecer uma propaganda do filme na televisão para acabar com o sono da noite inteira! A franquia é muito divertida, principalmente quando começa a abraçar a comédia sangrenta. Os três primeiros filmes têm aquela energia de sessão de cinema em casa no SBT, uma nostalgia que faz parte da experiência. E A Noiva de Chucky é um dos meus favoritos da franquia, justamente por abraçar essa mistura de terror, humor e violência.

Mas Halloween sem Pânico não é Halloween. E, para completar, uma maratona da data também pede os filmes da franquia Halloween, porque Michael Myers é uma das figuras mais emblemáticas do gênero. Particularmente, gosto muito de Halloween H20 e de Halloween, de 2018. Também adoro o remake de Rob Zombie, embora tenha ressalvas com a sequência, que, para mim, perde força depois dos primeiros 30 minutos. A abertura, por outro lado, é excelente.

E tem mais: Pânico completa 30 anos em 2026! Para quem quer ter a experiência de rever esse clássico na tela grande, vale ficar de olho na programação do UCI Day e conferir se haverá sessões comemorativas disponíveis. Afinal, rever Ghostface no cinema é uma oportunidade especial para quem cresceu acompanhando a franquia.

Entre os filmes mais recentes, dois queridinhos que receberam reconhecimento no Oscar merecem destaque: A Substância e Pecadores. Os dois estão entre os filmes de terror mais marcantes dos últimos anos, cada um por motivos diferentes.

A Substância me conquistou pela proposta ousada, pela atuação de Demi Moore, que voltou aos holofotes e recebeu uma indicação ao Oscar pelo papel, e pela forma como o filme explora a obsessão pela juventude e pela busca de um corpo perfeito. É uma crítica ácida aos padrões de beleza e à indústria do entretenimento, embalada por um horror corporal extremo. Também é interessante ver como o sucesso do filme ajudou a colocar esse tipo de terror em evidência e a abrir espaço para novas produções do gênero.

Já Pecadores é um charme à parte. Vampiros, música, atmosfera e uma identidade visual impressionante: o filme me ganhou em praticamente tudo. Tive a oportunidade de assistir duas vezes em IMAX e posso dizer que valeu cada centavo. É uma experiência que merece ser vista na maior tela possível, principalmente pela força da música e pela maneira como ela se conecta à história.

E não poderia deixar de fora Obsessão, que considero um dos melhores filmes da década. Ver tanta gente indo ao cinema para assistir a um filme de terror, com salas cheias e um público realmente envolvido, foi muito satisfatório. Isso é algo que nem sempre acontece com produções do gênero. Mas o que mais me marcou foi a carga emocional da história. O filme consegue ser aterrorizante não apenas pelo terror que apresenta, mas também pelo peso emocional que carrega. É aquele tipo de experiência que continua mexendo com você mesmo depois que a sessão termina.

E, para quem quiser ampliar a lista, também ficam algumas recomendações: A Casa de Cera, A Casa Amaldiçoada, Alien, o Oitavo Passageiro, Um Drink no Inferno, A Entidade e os filmes do universo Invocação do Mal. São opções para variar entre suspense, terror sobrenatural, possessões, entidades malignas, ficção científica e violência. O universo Invocação do Mal, em especial, é uma ótima pedida para quem gosta de histórias inspiradas em casos paranormais, casas assombradas e presenças demoníacas. Já A Entidade aposta em uma atmosfera sombria e em um mistério perturbador, daqueles que deixam uma sensação ruim mesmo depois dos créditos.

No fim das contas, não existe uma fórmula certa para aproveitar o Halloween. Pode ser revendo aquele clássico que marcou sua infância, descobrindo um lançamento, defendendo um remake que todo mundo critica ou encarando um filme que vai tirar seu sono.

O importante é celebrar o terror do jeito que você mais gosta. E agora o pega essa novidade quer saber: qual filme não pode faltar na sua maratona de Halloween?