Pega Essa Dica – Hungry – A Fera do Pântano

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Um filme de sobrevivência com uma premissa curiosa, mas que desperdiça completamente o potencial da sua própria ideia.

Dirigido por James Nunn, com roteiro de James Nunn e Will Gilbey, Hungry acompanha um grupo de turistas que se perde nos pântanos da Louisiana durante um passeio de barco. O que parecia ser uma aventura acaba se transformando em uma luta pela sobrevivência quando eles passam a ser perseguidos por um hipopótamo extremamente agressivo e territorial.

A proposta de um hipopótamo como ameaça principal tinha tudo para render um ótimo filme de criatura, trazendo algo diferente para o gênero. Porém, o longa falha justamente no que deveria ser seu maior atrativo: o próprio animal.

O filme mal mostra o hipopótamo e praticamente não entrega as cenas de perseguição, violência e caos que fazem os filmes de animais assassinos funcionarem. A criatura, que deveria ser o grande destaque, acaba ficando em segundo plano, deixando a produção sem o impacto esperado.

O roteiro é outro grande problema. Fraco, repetitivo e extremamente previsível, Hungry parece um verdadeiro “copia e cola” de outros filmes de sobrevivência, principalmente Medo Profundo (2007). A estrutura é praticamente a mesma: personagens isolados em um ambiente perigoso, tentando escapar de uma ameaça enquanto enfrentam uma sequência de decisões questionáveis.

Os personagens também são um ponto negativo. Suas atitudes muitas vezes desafiam qualquer lógica, criando situações forçadas apenas para movimentar a história. O filme aposta em escolhas absurdas dos protagonistas, fazendo o público questionar como eles conseguem sobreviver diante de tantos erros.

Entre os momentos mais sem sentido está uma cena em que um celular passa praticamente o dia inteiro submerso na água e, mesmo assim, volta a funcionar normalmente. Um detalhe pequeno, mas que resume bem o problema do filme: falta de cuidado com a lógica e com a própria realidade da situação apresentada.

Apesar de alguns momentos de tensão, Hungry não consegue entregar o que promete. Um filme de criatura precisa aproveitar sua ameaça, criar cenas marcantes e explorar o perigo, mas aqui o espectador recebe uma história genérica, sem grandes momentos de impacto.

No fim, Hungry tinha uma ideia divertida e diferente, mas acaba sendo apenas mais um suspense de sobrevivência previsível, com um roteiro fraco, personagens pouco inteligentes e uma criatura que poderia ter sido muito mais aproveitada.