Dirigido pela francesa Pauline Loquès, chega aos cinemas brasileiros o seu primeiro longa-metragem Nino de Sexta a Segunda.
Produzido e filmado na França, foi o grande vencedor do prêmio César de melhor ator revelação e melhor primeiro filme.

Seguimos aqui os passos de Nino (Théodore Pellerin) em uma Sexta-feira de manhã ja no balcão de um hospital indo buscar o resultado de exames feitos dias antes sobre uma dor de garganta persistente.
De início ja é dito que a real doença se trata de um câncer de garganta e que será necessária uma quimioterapia com urgência ja marcada para Segunda-feira, daí o título do filme se faz presente, iremos acompanhar a rotina de Nino entre o choque da notícia na Sexta à aceitação na Segunda, então sem mais delongas Nino ainda chocado com o diagnóstico passa a vagar pelas ruas de Paris realizando as tarefas do final de semana, passa pela casa da mãe e la tem um diálogo importante com ela de como seu pai morreu, e como foi de um acidente repentino isso não esclarece muito as dúvidas do eventual confronto com sua própria mortalidade, ele decide manter o diagnóstico em segredo pra não preocupa-la.
Em seguida acontecem encontros esporádicos, por exemplo, com uma antiga colega de classe da escola que ele não se lembra, porém tem um reinício de contato.
Também há uma festa que ele precisa ir Sábado à noite e por aí vão se desenrolando mais sobre o passado, o presente e o duvidoso e nublado futuro que começará a partir de Segunda.

Sem muito a dizer sobre a trama pra não me aprofundar em detalhes importantes que precisam ser vistos e sentidos pelos espectadores, Nino de Sexta a Segunda foca muito em sentimentos introspectivos como mudanças de perspectivas dadas de uma hora para outra, lealdade das pessoas que nos cercam, sinceridade sobre sentimentos, arrependimentos, esperança e a fragilidade da nossa existência em meio a multidão que nos coloca como anônimos, porém cada uma tem sua própria batalha interna diaria.

