Sacrifício (2026)

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Com estréia marcada para o dia 15 de Outubro, chega aos cinemas nacionais a elogiada comédia Sacrifício, dirigido por Romain Gravas.

No longa acompanhamos de início uma festa de ricos e famosos em um lugar não especificado entre a Grécia e Turquia, dentro de enormes cavernas que antigamente eram usados por mineradores, porém na noite em que o filme se passa é um evento de reconhecimento e caridade de empresas com ideias para salvar a natureza com projetos visando colaborar com o atual estado do meio ambiente.

O prsonagem principal aqui é Myke Tyler (Chris Evans), que com algumas pitadas do roteiro e provavelmente de improviso interpreta uma sátira de si mesmo, com preocupações estéticas e com o rumo que a carreira de ator tem o levado ultimamente, está em uma crise de identidade, principalmente nesse dia por estar diante de antigos desafetos, como o personagem Ben Bracken (Vicent Cassel), um ricaço mais egocêntrico do que qualquer uma naquele meio, que faz questão de exibir sua ‘esposa troféu’ Glória Bracken (Salma Hayek).

O filme tem um tempo de virada no segundo ato, quando a idealista Joan (Anya Taylor-Joy) invade a festa com um grupo de fanáticos fortemente armados, que tem como objetivo escolher três pessoas para um sacrifício que deve ocorrer antes da próxima lua cheia, assim como a crença coletiva do grupo, impedindo uma catástrofe mundial.
Com bons tempos de comédia o filme se sobressai e carrega a atenção do publico por essa metade do longa, há conflitos de crenças, jogos de ego e chantagens financeiras que nos fazem ter conexões com ambos os lados.

Porém o filme entra em um ritmo pouco mais lento em relação à primeira metade, com a caminhada por trechos até o esconderijo dos idealistas, conversas introspectivas, momentos contemplativos de cenários externos muitos bonitos e foco em olhares de personagem para personagem. As risadas do plateia param e viram bocejos nessa jornada de autoconhecimento dos personagens que nos levará ao ato final que permanece como um mistério até o ultimo segundo do filme, os créditos sobem e o silêncio domina a sala.

Em Sacrifício, temos ótimas atuações, com elenco estelar, uma direção e edição que não perdem o profissionalismo, uma cinematografia exemplar, sendo a única culpa de deixar o filme mais lento ser dos roteiristas, é como se a segunda metade foi entregue nas mãos de outra pessoa para se resolver os conflitos montados até ali.