Um filme Telefilms, e Bionica Filmes com uma distribuição da Galeria Distribuidora.
Da diretora e roteirista Anna Muylaert, de filmes como (Que horas ela volta, Mãe só há uma)
O filme conta com uma classificação de Drama.

Nesse filme contamos com uma história emocionante, comovente e que vai abordar tópicos sensíveis e com boas reflexões, Gal uma mulher que notamos que passou por condições complicados e delicadas no decorrer da sua vida, trabalhando como catadora de reciclagem para ajudar na criação de seus filhos Rhianna e Benin. Já Leandro é seu companheiro um homem que trabalha como guarda, porém dentro de casa mostra seu verdadeiro caráter. Cansada de viver os abusos sofridos em casa Gal decide prestar uma queixa e partir rumo a uma aventura com seus dois filhos para a casa de sua prima, nessa trajetória notamos o desespero, angústia, momentos de autodescoberta e luta por criar e tirar os filhos daquela situação, criando ambientes que instiga a imaginação de seus filhos para desvincular as coisas sofridas dentro de casa.

Esse filme traz cenas reais de um cotidiano que podemos ver na realidade de alguns, com um olhar cru, sincero e em alguns momentos bem profundos, nos levando a refletir sobre dependência emocional, relação familiar, as experiencias do passado que podemos ou não trazer para o nosso dia a dia e o abuso sofrido nos lares que não são refletidos na sociedade, pois estão escondidas dentro dos lares, como em uma conversa que Gal está falando com sua prima. A prima diz que o pai de Gal fazia a mesma coisa que Leandro faz com ela, e que ela mesma “Prima” foi e é traída pelo marido, porém como ela vai sustentar seus filhos e se separar ganhando um salário-mínimo e por isso que ela aguenta calada, então Gal simplesmente fala, como você aguenta isso.
A fotografia está muito linda, com ângulos ótimos em várias cenas. A sonografia me agradou muito, conseguiu me levar para cada situação do filme, e a trilha sonora está bem selecionada com músicas nacionais como Milton Nascimento e Negra Li. O roteiro está bem amarrado e pensado para trazer um tópico tão sensível, trazendo a realidade.
O elenco conta com Shirley Cruz, Seu Jorge, Katiuscia Canoro, Luedji Luna, Lourenço Mutarelli, Rejane Faria, Domenica Dias, Rubens Santos, Rhianna Barbosa e Benin Ayo.
O filme é bom, com momentos que me fez refletir e me emocionou em alguns momentos, as cenas com a interação dos filhos são lindas e de uma emoção ímpar e a cena final me pegou muito que ela está com sua filha.

