A pergunta que não quer calar: o que o diretor e roteirista Mike P. Nelson, conhecido por seus trabalhos anteriores V/H/S 85 e Pânico na Floresta: Fundação, quer nos mostrar nesse novo projeto? Uma mistura de terror slasher, comédia escrachada e inspiração em um filme da Marvel. Nada disso se salva.

Este filme é uma nova versão do cult dos anos 80, mas aqui promete ser mais gore e violento, como diz na propaganda: terror de verdade. A história é sobre um homem traumatizado pelo assassinato brutal e violento de seus pais, ocorrido na véspera de Natal, do qual ele foi testemunha. Anos depois, já adulto, Billy (Rohan Campbell) vive com o trauma do que aconteceu e sofre com pesadelos constantes.

Por um motivo interno, ele sente a necessidade de matar pessoas próximo à época natalina, vestindo-se de Papai Noel. Ao longo do filme, diversos flashbacks mostram os acontecimentos da noite em que seus pais foram assassinados e o motivo que o levou a seguir matando com tanta violência. Porém, em uma dessas mortes, ele conhece alguém que o faz pensar em parar. Como é de se esperar, não será fácil abandonar a carnificina.
O diretor tenta apresentar as mortes como se fossem atos ou capítulos, algo semelhante ao estilo de Quentin Tarantino, mas tudo fica apenas na intenção. A execução falha e atrapalha o andamento do filme.
As mortes tentam ser de um slasher extremamente forte, com muito sangue e violência, porém o resultado é mais do mesmo, sem originalidade e sem impacto. A cereja do bolo vem no terceiro ato, que revela o motivo de ele ter se tornado um assassino. Antes disso, muitos irão associar a um filme da Marvel ou Sony. Não darei spoiler.
O filme tenta trazer profundidade, sobretudo na motivação do personagem central, mas o resultado é bem abaixo da média. Nem o gore, nem a violência extrema, nem o banho de sangue salvam o filme.
Resumindo: esta nova versão tenta ser um terror gore e violento, mas não passa de uma produção sem sentido, previsível e com resultado sofrível. O filme que o inspira (que já não é grande coisa) parece obra digna de Oscar perto desta versão.

