Os Estranhos – Capítulo 2 é um filme de terror que serve como o quarto longa da franquia Os Estranhos (The Strangers) e como a segunda parte da nova trilogia iniciada com Os Estranhos – Capítulo 1. Dirigido por Renny Harlin, o filme é estrelado por Madelaine Petsch, com Gabriel Basso e Ema Horvath. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 2 de outubro.

A trama continua exatamente de onde o primeiro capítulo parou. Após descobrirem que Maya (Madelaine Petsch) ainda está viva, três maníacos mascarados retornam para terminar o que começaram. Sem ter para onde fugir e sem ninguém em quem confiar, Maya se vê em uma luta desesperada pela sobrevivência contra os psicopatas.
Em comparação ao roteiro do primeiro filme, este segundo capítulo apresenta algumas melhorias, mas ainda não o suficiente para transformá-lo em um grande slasher, como acontece com a franquia Pânico (Scream), conhecida por diálogos afiados e personagens carismáticos. O problema aqui não está exatamente nos personagens, mas sim na falta de desenvolvimento deles. Grande parte da narrativa é focada na protagonista correndo dos assassinos, mas Maya tem poucos diálogos, e os que existem são rasos, sem contribuir muito para o avanço da história.

Por outro lado, o filme entrega uma das melhores cenas de perseguição do terror recente: uma sequência que começa em um hospital e termina em um estábulo. A direção faz com que o espectador fique tenso, aflito e torça pela sobrevivência da protagonista. Além disso, os fãs de slashers irão notar várias homenagens a clássicos como Halloween II: O Pesadelo Continua (1981) e Dia do Terror (2001).
Mesmo com as limitações do roteiro, Madelaine Petsch brilha em sua atuação. Ela consegue transmitir todas as emoções exigidas pelas cenas, o que torna frustrante perceber que temos uma protagonista forte, mas pouco explorada.
O grande charme do filme está no mistério: não saber quem está por trás das máscaras. Nesse ponto, o roteiro acerta ao transformar a experiência em um verdadeiro jogo de adivinhação, confundindo o público e fazendo-o desconfiar de todos os personagens secundários, até chegar a uma reviravolta perto do final.
Se houvesse mais investimento no desenvolvimento dos personagens — evitando a dependência excessiva de flashbacks — e se algumas cenas desnecessárias, como a de luta animal, fossem cortadas, este poderia ter sido um filme realmente marcante. Fica a sensação de que há um grande potencial, mas que o diretor e o roteirista tiveram receio de arriscar mais.
Com o Capítulo 3 já programado para o próximo ano, resta a expectativa de que a trilogia seja concluída de forma grandiosa. Afinal, apesar das falhas, este segundo capítulo ainda entrega bons momentos e cumpre em vários aspectos o que promete.

